sexta-feira, setembro 09, 2016

Dona Maria Grita: #ForaJanet #ForaFischer #ForaFed #ForaJuros

#Juros, #inflação e #PIB são três hormônios que mexem com o humor da economia nacional e mundial. A crise de 2008 jogou o planeta numa TPM permanente. Os BCs formulam doses de juros para tentar injetar equilíbrio ao corpo. No dia após dia real, essa "Tensão Pós Mercado imobiliário americano explodir" é controlada com políticas de arremessos de dadinho sobre a mesa do laboratório-cassino financeiro.
Dona Maria, Dona Mary, Dona Marie, Dona María gritam histéricas por uma solução no prazo da existência humana.
Dona #JanetYellen, presidente do BC americano (o Fed), não grita. Já o vice, sempre eles, #StanleyFischer, fala. E falou demais? O Temer de Janet disse que os juros básicos dos EUA podem aumentar não uma, mas duas vezes até os próximos fogos do réveillon de Copacabana.
São palavras contra fatos. O discurso de Fischer deve ter recuado com os números sobre emprego de agosto. Foram abaixo do esperado. O Sr. Mercado aposta agora que o presente de grego da Dona Janet só chega pouco antes do Natal deste 2016. Apenas um. Mas (em economia, há sempre um porém) o Sr. Mercado pode mudar de opinião agora.
Em Brasília, a notícia deve ter feito #IlanGoldfajn respirar aliviado e jogar flores no Lago Sul. O chef do BC também cultiva o sonho de ver o ex-vice de Dilma pôr logo em votação o ajuste fiscal, a pedra posta no caminho da queda da Selic. #AjusteSemImposto, grita o presidente do Fed brasileiro. Goldfajn treme só de pensar em novas alíquotas acelerando a inflação nacional.
A boa nova para Dona Maria vem do nariz dos analistas. No texto da última reunião do Copom, economistas e etc sentiram o cheiro de recuo da taxa no curto prazo. O hormônio da inflação estaria então se diluindo?
Preço também perturba o sono de Dona Janet. A presidenta do Fed ensaia elevar o limite de inflação para economia americana. Quer ganhar ingredientes para cozinhar e temperar a política monetária. Receita que desagrada Dona Mary, Dona Elizabeth, Dona Emily.... Elas armazenam as panelas para bater e gritar: Fora Janet! Fora Fisher!

sábado, fevereiro 13, 2016

O Romance da Oferta com A Desigualdade

A desigualdade nasce da oferta. Cruzando longa reportagem sobre um economista judeu ortodoxo americano autor de teorias da realidade exploratória brasileira com uma pequena reportagem de chineses radicados no Rio de Janeiro, repito a suposição de abertura deste texto, meio átomo comparada às construções de Nathaniel Hyman Leff, e acrescento: a desigualdade irmã gêmea da concentração de renda é filha legítima  da oferta e da cultura permissiva do sistema local insistentemente chamado de capitalismo por quem o apoia e por quem o combate.

A metade dessa conclusão apressada vem de um artigo do Jornal O Globo abordando o resgate por parte auditores fiscais do Ministério do Trabalho de dois chineses submetidos a regime semelhante ao da escravidão em uma pastelaria em Copacabana, o bairro mais internacional e suburbano do Rio de Janeiro. A outra cara-metade está em texto investigativo impresso nas páginas da Revista Piauí de janeiro relatando a descoberta do paradeiro do vivo ou morto (?) Leff e expondo ideias do século passado desenvolvidas pelo pesquisador iluminando a deformação das relações trabalhistas brasileiras dos anos 1800.

Africanos escravizados e europeus imigrantes sem bens e quase nenhuma escolaridade miscigenaram o excesso de mão de obra com a vocação patrimonialista do decadente Império e da nascente República, defende em outras e mais objetivas palavras o (ex) professor da Escola de Negócios da Universidade da Columbia, em Nova York. Enquanto os Estados Unidos ofertavam terras de índios a desbravadores do Oeste, nossa nobreza tratava o outro como serviu. Acima da linha do Equador, os muitos caciques buscavam por gente para trabalhar e os salários subiam.
Abaixo, a farta oferta de “índios” do velho e do velhíssimo mundos para uma economia acanhada e de capilaridade ineficiente quando existente derrubava a renda e ampliava a diferença entre quem paga e quem recebe. Leff, como aquele terapeuta, retira do colonizador parte da culpa do atraso nosso. Lança a bola para nação afro-euro-tupiniquim dominar no peito e assumir a responsabilidade por esse gol contra.

Os enxutos chineses desembarcaram em massa no Rio de Janeiro a partir dos recentes anos 90 com a tabuada da exploração dentro da mala de dez dólares. Um mais um mais um mais um mais um são cinco trabalhando por 15 com o salário de dois. É a realidade da renda brasileira sobre o cubo da ilegalidade.
Os salários  engordado pela estabilidade e pelas bolsas-programas nas últimas duas décadas continuam sendo fundamentais. E continuam sendo insuficientes para equilibrar a balança da Justiça. O motor da recente crise política-e-aeconômica está puxando a carroça para trás. Desemprego subindo, salários em baixa e inflação corrosiva formam a cesta básica do atual subdesenvolvimento nacional. A fábrica de mão de obra barata está em pleno vapor no país de Gonçalves Dias.

A terra onde nascem as palmeiras para o sabiá cantar é fértil para quem é dono dela. As leis que protegem os trabalhadores não os fizeram nem dono da ave que aqui gorjeia. Sem crescimento sustentável e políticas de distribuição digna de educação, saúde, moradia e renda, as teorias de Left e as práticas dos chineses estarão aí para escancarar a nossa condição de gestores de relações inspiradas no modelo esculpido no século XIX.

P.s. Na década de 80, antes dos chineses, a escravidão foi reeditada pelos portugueses da máfia do caça-níqueis. E este blog fuginda senzala lusa de Copacabana (olha Copacabana de novo aqui, gente). Meu pai marceneiro conseguiu uma vaga para o filho técnico de eletrônica na produção das máquinas de enganar jogadores. Ele fez as caixas de madeira... e eu ajudaria nas soldas e nos testes do sistema. Comecei a trabalha e percebi que a exigência de horário começava e terminava na entrada. Sugeriram uma jornada até o fim da noite e a possibilidade de dormir em um apartamento onde estavam todos os portugueses traficados para o trabalho sem registro e sem regras. Pedi minha carteira de volta e aproveitei o desemprego passeando na casa dos tios do amigo de infância Zé Ricardo, na nobre Petrópolis!

(*) Link para assinantes da Piauí.  http://revistapiaui.estadao.com.br/materia/procura-de-leff/?hc=MWVmMDMwZGRhN2IwNGExMTZkMDk1ZjIxNWMxMDI5Y2U

(**) Link do Jornal O Globo. http://oglobo.globo.com/rio/chineses-estariam-fazendo-trabalho-escravo-18538705

quarta-feira, setembro 02, 2015

O Brasil e a Crise do Curupira Sem Identidade



Curupira passa por uma cirurgia, põe os pés para frente e, recuperado da operação, caminha em direção ao #crescimento, à distribuição de #renda, à redução da #pobreza... Até que… uma força estranha... um espírito vira-lata incorpora nos membros inferiores do ente e o faz caminhar de costas para o passado.


Perde em um só movimento a capacidade de iludir os destruidores de riquezas e a certeza de evoluir seguindo os passos ditados por deuses do #capitalismo.


#Brasil descupirou-se na esperança de tornar-se grande e esqueceu de avisar aos eleitores, principalmente no que tange o #Legislativo. Não despertou para dois reais: os adversários desnudaram o código do nosso jeitinho desajeitado; e Deus, o brasileiro, trocou de cidadania.


Nessa mutação forçada, a presidente reeleita parece ter pedido o veneno da articulação necessário para o convívio com os ofídios que habitam a base do governo. Para completar,  o mundo fantástico foi chamado aos fatos pelas trombetas da Lava-Jato.


O encanto teria chegado ao fim (?).


E agora (200 milhões) José? Dia 16/08, quase 900 mil foram às ruas pedir ao Curupira para reencontrar o mapa do tesouro da Ordem &  Progresso. Dia 20/08, outros 75 mil saudaram o #Curupira e rogaram por passos mais suaves.


Nas últimas semanas, empresários, banqueiros e entidades representativas da parte de cima da pirâmide vêm cantando o hino nacional da trégua. Todos confiantes na versão internacional de um Brasil do amanhã de pés consertados e vacinado dos males da antiprodutividade silvícola.


E o Curupira repaginado o que teria a dizer (?).  Como um terapeuta de frente para o divã, a entidade apenas observa a narrativa trágica encenada por nós.


Diante do silêncio, a figura retórica do personagem reestruturado pede para ser analisada.


Olhando de perto para as cicatrizes deixadas pela cirurgia é possível encontrar duas pistas para rejeição aos membros modificados.


1) Descobre-se que a transformação foi encomendada por turistas maravilhados com os pés prafrentex dos euros-dólares-americanos e por usuários da #internet ultrarradical.

2) Um diagnóstico mais profundo revela ainda traços de um Aquiles #Grego no calcanhar do herói nacional.


A intenção da cirurgia também esconde um incapacidade quase genética.


Na ilusão similar ao paciente de estômago reduzido com hábitos alimentares de glutão, acreditávamos (e ainda acreditamos?) que bastaria imprimir novas regras de gestão e uma vontade sem fim de crescer, de ser honesto, de distribuir e de ser espelho do moderno… (sem sê-los e sê-las…) que tudo estaria resolvido.


No cotidiano, continuávamos/continuamos avançando os sinais (de trânsito) antes e depois do (não) pagamento de #impostos.


E qual é o problema de desejar o impossível imediato(?). É perder a paciência com o próximo e consigo.  A facilidade da via mais curta - não raramente - esconde pedras e buracos que tornam a caminhada longa e trôpega para o novo  Curupira.


Não existe moral, conselhos e soluções. A longa estrada da negociação e do respeito às diferenças precisa ser construída com #licitação honesta e transparente. Talvez assim, em pisos menos assimétricos, o Curupira possa seguir, mesmo que de costas e a passos lentos, para o futuro.   

quinta-feira, agosto 06, 2015

Os Lados A e B(arbalha) do Brasil




Com quantos BÊs se soletra Brasil? Talvez com o mesmo número que se escreve Barbalha. A cidade cearense da região do Cariri é uma gota com o DNA, com as mazelas e com as maravilhas do país que a habita e a compreende.

Nas férias, este Blog esteve na região.  Foi visitar um afilhado, fruto bom dessa terra de muitos pobres, poucos ricos e uma (nova) classe média com desejos tão grandes quanto a imagem de Padre Cícero na vizinha Juazeiro do Norte. Meu anfitrião, prestes a se formar em economia e cursando matemática, arava, aos 5 anos, no sítio dos pais, o alimento e a renda da família. Um B de Brasil Nordestino que, nas últimas duas décadas, cresceu e distribuiu melhor a esperança de futuro.

O trabalho final do afilhado no curso de economia é a decadência da quase escravocrata (o termo é deste blog e não do jovem) agroindústria da cana-de-açúcar local. Segundo a tese do universitário, o bolsa família deu opção ao mal remunerado agricultor de dizer não às péssimas condições de trabalho.

Passeando de moto na garupa do futuro economista-matemático, sinto o doce aroma da garapa e ouço as informações: essas empresas não estavam preparadas para oferecer salários dignos e algumas fecharam ou funcionam precariamente. Políticas sociais libertaram os (semi) escravos e nenhum órgão das três esperas ofereceu capacitação e crédito para o setor se adaptar a momentos mais humanos.

A face agrícola Barbalha não faz feio. É expressiva com a nacional. Seus produtos abastecem a Ceasa do Cariri e os lares da cidade e das vizinhas Crato e Juazeiro.

Barbalha perdeu no açúcar e ganhou na borracha. Nos últimos anos, a região recebeu uma série de fábricas de matéria-prima para o setor de sandálias/chinelas tipo Havaiana-Ipanema-etc. Irmão do afilhado é funcionário de uma das unidades desse polo industrial.

Na economia do lugar, se destacam na paisagem uma cimenteira e uma fabricante de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). A primeira parece estar longe de ser a empresa perfeita para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. A segunda, conforme confidenciou outro interlocutor, passa por sérias dificuldades com o baixo nível de encomendas. Essa mesmo fonte relata efeitos da crise nacional também no comércio da região. Lojas estariam fechando por falta de clientes.

A irmandade com o Brasil continua em áreas que jogam o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da nação para o subdesenvolvimento. As valas a céu aberto cruzam a cidade e os sítios que a completam. Um sistema tão antigo quanto as lindas construções dos séculos XVIII e XIX espalhadas pelo centro.

Violência está aqui e lá. A marca das metrópoles ganha contornos na região alimentada por uma velha conhecida das capitais. A droga que assusta o Rio de Janeiro e São Paulo causa apreensão ao cidadão barbalhense. O craque faz vítima na saúde e no crime.

 Dissonante é o sistema de saúde. Barbalha é um centro de referência do setor para a região e inspira os jovens. As  sobrinhas do principal personagem deste artigo estudam para serem enfermeiras. Fechando esse ciclo, o município é a sede de uma farmacêutica

Os traços mais belos da hereditariedade brasileira são a natureza da cultura e o verde que persistem e insistem em desafiar progresso e modernidade. As nascentes dentro de matas são certezas de descanso e tranquilidade a 40 minutos da praça principal.

Junho, Dia 13, Santo Antônio se encontra com moradores e turistas em manifestação grandiosa de fé e amor ao canonizado mais casamenteiro entre os católicos. Na data sagrada, a Festa do Pau da Bandeira é ímpar pela demonstração de devoção popular e pela tradição que envolve os seus 87 anos. Monumento vivo e sagrado é reconhecido como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Barbalha reflete o Brasil até na medula do sonhado país do amanhã melhor. A esperança identidade mais fiel da nosso subconsciente coletivo é exalada numa inteligente analise do universitário: ao responder a pergunta se ele e a esposa, ambos professores, teriam planos de criar um colégio particular na terra Natal, o afilhado fez a seguinte afirmação: a qualidade do ensino básico público vem aumentando e, no médio prazo, será um forte concorrente do ensino privado. Penso em ter um comércio, disse com o conhecimento de quem trabalha com dados de desempenho de alunos em escola municipal e de quem virou o jogo a seu favor acreditando de corpo e alma na educação e nos livros.



quinta-feira, maio 14, 2015

Um Dia (de Trabalho) Depois do 13 de Maio


Dia 13 de Maio é perfeito para celebrar a liberdade, os negros, a cultura afro-brasileira.... Sem desviar um milímetro, é também mais um dia para pensar no trabalho.

A escravidão é o extremo da precarização do servir a quem detém o capital.

Dia 13, observando a diarista Ivone conversei com o tema. Ao lado de Ivone estava minha mãe que, na adolescência, após a morte da minha avó, foi "trabalhar" em casa de família rica do interior do Espírito Santo com salário de ficção. Dona Zilda me fez lembrar que o Dia 13 não é só de Isabel. Homenageia, acima dos nobres, Nossa Senhora de Fátima.

Ivone e Zilda não são negras por um capricho estatístico (a maioria dos pobres é) e provam como o trabalho ficou mais digno dos anos 40 para cá.

E o futuro no longo prazo?

A Deus pertence?

E no médio e curto prazo (?), talvez Nossa Senhora de Fátima nos ajude a desvendar esse segredo.

Vejamos: com a ampliação da terceirização, a teorização dos malefícios do pleno emprego e a "erreagarizacão/RHrização" das relações nas empresas, o tambor rufa e anuncia que o ofício de vender habilidades em troca de salário sofrerá desgastes se... o país continuar cortando sem oferecer riqueza à sociedade e distribuição de renda aos desfavorecidos.

Não adianta surrar os culpados porque corremos o risco do autoflagelo. Apontar forças que possam estar empurrando o mercado de trabalho para os fundos da sistema seria um primeiro movimento positivo.

1) a necessidade de produzir cada vez mais barato para vender por um preço competitivo e ampliar os ganhos daquele fundo, banco ou investidor (...) que depositou recursos  na empresa e agora cobra dividendos os mais altos (im)possíveis.
2) a arte de administrar ensinada nas escolas de negócios e economia que transformou a gestão de pessoas em gestão.
3) a ideia de distribuir renda sem proteger o Estado do apetite de setores e segmentos privados e públicos (políticos etc) e da própria ineficiência da máquina oficial. Um mecanismo viciado em baixo crescimento e em verba mal aplicada e permissivo com inflação e juros altos.

Três contas endereçadas à Casa Grande.

E as comunidades, bairros, senzalas, apartamentos (sala-quarta, sala-2-quartos, sala-3-quartos...) e avenidas da vida? Só observam?  Aqui, qualquer conselho sem um análise mais profunda pode parecer conteúdo de manual de partido verde alemão. Um flash seria observar qual é o seu (e o nosso) lugar nesse latifúndio produtivo e para onde seus desejos profissionais e de consumo nos levam.



Fora isso... Viva a liberdade!

quinta-feira, maio 07, 2015

A Tesoura Cega de Cameron Rousseff

#Dilma é a trabalhista britânica que venceu quando tinha quase tudo para ser derrotada como aconteceu com a turma mais esquerda de #GordonBrown em 2010. (Talvez, pelo atraso do Big Ben da recessão.) Aqui, o #DavidCameron Tucano perdeu na forma. No conteúdo... 

...A reforma similar à feita pelo conservador no arquipélago do norte começou a ganhar medidas na Ilha Brasília. O quarto governo petista/pemedebista tenta agora vencer a dívida e o déficit fiscal com receituário clássico do adversário de Ed #Miliband no pleito deste 7 de maio na Grã-Bretanha.

E a bola de cristal dos Ministros Joaquim/Barbosa vê aqui o presente da ilha europeia? Hoje quase todo o velho continente tem inveja da expansão econômica dos súditos dos The Beatles. A taxa de crescimento do PIB dos nobres seria capaz de eleger lulista em terra de coxinhas. O Produto Interno Bruto avança no ritmo de 2,7% (previsão para 2015, contra 2,6% de 2014) e a projeção de inflação para o ano é quase zero (0,1%), a de desemprego, 5,2%, a do déficit orçamentário, de 4,8%, e a dos juros, de 0,5%.

Está com despeito…? Torcendo para Joaquim/Barbosa repetirem aqui tal desempenho…?

O #Aécio do Reino Unido vive um momento Dilma em outubro de 2014 correndo o sério risco de perder por causa justamente do programa econômico que tirou o país da crise. O ajuste de contas mexeu nos ponteiros dos índices socais. O baixo desemprego, por exemplo, esconde a explosão de vagas precárias. O emprego autônomo (que paga menos) vem subindo 140 mil ao ano desde 2009, contra uma media de 40 mil entre 1987 e 2007. O percentual alcança 45% do total, enquanto antes de 2007, representava 16%.

O “Bem-Estar” dos jovens do uísque menos favorecidos e dos pobres idosos do chá das cinco ficou comprometido pela tesoura de Cameron. O pacote fiscal mexeu em programas, como o Bolsa-Família e o #SUS locais, além de fazer desaparecer 2,4% da renda bruta das famílias (descontado os impostos) entre 2010 e 2014. Um quadro para rechear discursos de militante sindical para umas dez manifestações na Candelária e na Paulista.

Os votos amanhã dos criadores do futebol podem dizer por tabela se o esquema montado por Dilma Miliband tem chance de tirar o país e o Partido dos Trabalhadores do atoleiro (atualizando: os conservadores venceram). Ou vai provar que a "obsessão com as dívidas e déficit fiscais”, como defende #MartinWolf, o principal analista econômico do Financial Time, deve ser deixada no banco de reservas.

domingo, abril 26, 2015

PL da Terceirização É um Tiro no Escuro Que Saiu Pela Culatra

Terceirização é a privatização da #desoneração da folha de pagamento. Se contratar é caro porque não repassar esse custo já reduzido para um terceiro pagando uma taxa ao empreendedor,  pensou o idealizador do PL 4330. Realiza-se dois milagres em uma cajadada só: baixa o valor do empregado e concentra parte da renda em um novo negócio.

A raiz do problema pode estar na dissonância entre as necessidades  reais do mercado do trabalho e a resposta harmônica de governo, Justiça, Legislativo e centrais sindicais. O desacordo abre atalhos para projetos com sangue de RH Negativo.

(Semana passada o governo afinou o discurso anunciando perspectiva de desoneração)

Quem ataca a PL #4330 prevê cortes de vagas e precarização do emprego. Os defensores garantem que a lei vai trazer segurança ao trabalhador já #terceirizado.

O ponto polêmico é o que libera a terceirização na atividade fim. Este blog se arrisca ao dizer que o processo de desvalorização da função principal já ocorre sem o repasse do controle de pessoal para outra empresa.

Os maiores ganhos salariais estavam, até o aperto da cinta fiscal, na base da pirâmide.

O economista #SergioFirpo, Ph.D. em economia pela #UniversidadeDaCalifornia, defende que proliferação de  trabalhadores qualificados diluiu os ganhos de quem estudou mais. Já a turma dos serviço gerais e do fundo do restaurante ( terceirizada ou não) viu o salário crescer puxado pela política social do governo e pelos dólares da era das commodities valorizadas.

E, normalmente, a atividade principal  abriga os melhores salários e os postos mais estratégicos. Foi essa turma, como defende Firpo, que viu a renda real diluir.

Batendo o tambor e exercitando a futurologia em alto grau, pode-se dizer que o #PL4330 é tiro pela culatra no escuro.

Os primeiros feridos serão os tradicionais sindicatos e os patrões que terceirizarem o massa cefálica da instituição.

Vamos Criar o Cenário: Junta-se uma classe mais instruída controlada por uma corporação para servir a uma ou mais empresas. Nasce uma categoria com força para reivindicar e paralisar a operação central de uma ou mais companhias.

A mexida na genética de relações de trabalho tão enraizadas pode até oxigenar o sistema. No outro extremo das teses, a precarização provavelmente será  o menor dos males para quem ataca ou defende a 4330.